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PR participa na cimeira da União Africana O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, parte hoje para Durban (África do Sul), para participar na cimeira de proclamação da União Africana (UA).
A presença de Eduardo dos Santos em Durban é aguardada com bastante interesse nos meios políticos, diplomáticos e económicos, a julgar pelos encontros marcados com diversos chefes de Estado e empresários sul-africanos.
Angola pretende assumir, em 2007, a presidência da União Africana, tendo apresentando já a sua candidatura. Fonte diplomática garantiu que Angola conseguiu já o apoio da maioria dos países africanos.
A República de Angola consta da lista dos Estados africanos que a 11 de Julho de 2002 subscreveu em Lomé, Togo, o acto constitutivo da União Africana, cuja institucionalização deverá ocorrer amanhã na cidade sul-africana de Durban.
A criação da União Africana surge da necessidade de se fazer face aos desafios com que África se confronta, face às mudanças sociais, económicas e políticas que se operam no mundo, bem como dos objectivos enunciados na carta da Organização de Unidade Africana e no tratado de criação da Comunidade Económica Africana.
Um dos objectivos principais da União, a que vai aderir a quase totalidade dos Estados africanos, é a unidade e solidariedade entre os países e povos de África, defender a soberania, integridade territorial e independência dos seus Estados membros, bem como acelerar a integração política e sócio-económica do continente.
Promover o desenvolvimento duradouro no plano económico, social e cultural, assim como a integração das economias africanas, fazer avançar o desenvolvimento do continente através da promoção da investigação em todos os domínios, em particular da ciência e tecnologia, são outros objectivos da União.
Entre os princípios defendidos pela União, figura o da igualdade, soberania e interdependência entre os Estados membros, do respeito pelas suas fronteiras existentes no momento da ascensão à independência e o do estabelecimento de uma política comum de defesa para o continente africano.
A institucionalização da União Africana levou à cidade de Durban jornalistas de África, Europa, Ásia e América.
O ministro angolano das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda, já realçou as vantagens de que o país poderá beneficiar com a adesão à União Africana.
“Alcançada a paz e apostados em reconstruir o país (...), não poderemos ficar dissociados das políticas regionais de integração”, defendeu o ministro.
Para o secretário geral adjunto da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), o angolano Nelson Cosme, a União Africana deverá ser uma “mola impulsionadora do desenvolvimento” do continente.
O ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros, Leonardo Simão, disse, por seu lado, que a instituição deverá ter como principal papel o combate à pobreza, um dos maiores flagelos do continente africano.
Vários chefes de Estado e de Governo africanos começaram a chegar a Durban. O “JA” pôde confirmar que já se encontram naquela cidade sul-africana os presidentes de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, e da Guiné-Bissau, Kumba Ialá.
Um sofisticado aparato de segurança foi mobilizado para assegurar o êxito daquele que já é considerado como o maior encontro de sempre de líderes africanos.
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