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“Queremos mostrar Angola que caminha rápido para o desenvolvimento sustentável”
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Durante três meses, a imagem de Angola vai correr o mundo, através da Expo Zaragoza-2008, uma exposição que este ano pretende chamar a atenção do mundo sobre os cuidados a ter com a água e o seu contributo para o desenvolvimento sustentável. A cultura, a culinária, os recursos hídricos e minerais, a indústria nacional, enfim, aspectos que retratam a nova Angola, segundo a comissária de Angola na Expo-2008, Albina Assis. Em entrevista ao Jornal de Angola, Albina Assis diz que a ideia é aproveitar a presença de mais de 100 países de todo o mundo para fazer passar a imagem de um país que renasce rumo ao desenvolvimento sustentável.CÂNDIDO BESSA|Zaragoza
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Jornal de Angola Porque é importante a participação de Angola na Expo-2008?
Albina Assis: É importante porque a Expo-2008 é um encontro de experiências, de cultura, de encontro entre os povos, de modo que é sempre importante para qualquer país, que se quer inserir no contexto das nações, estar num certame deste nível, onde pode ganhar experiência e transmitir também aos outros.
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JA: O que Angola trouxe para mostrar neste evento?
AA: Várias coisas. Por exemplo na parte cultural, Angola trouxe algumas peças originais, que não tem em países desenvolvidos. Podem não ser tecnologicamente muito avançadas, mas que é necessário conhecer. Portanto, tudo isso é interessante. Temos algumas peças que retratam a nossa mitologia, que quando bem analisadas acabam por ser universais, mas que são originais de Angola, como o caso da kianda. Também queríamos, com a nossa experiência, conjugar as nossas mitologias com as novas tecnologias.
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JA: Isto justifica a presença no pavilhão da Sonangol e da Endiama?
AA: Exacto, porque a Sonangol e a Endiama são as nossas empresas de ponta. Elas tinham de se associar a nós como uma forma de mostrar que, apesar de ser um país africano, Angola prima também por tecnologia de ponta.
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JA: Um historiador austríaco, que visitou o pavilhão de Angola, disse que a imagem que ele tinha era de um país em guerra. Acha que aqui está suficientemente representada a Angola em paz, a Angola em reconstrução?
AA: Penso que sim. Quando se consegue mostrar manifestações artísticas deste nível, como a nossa fachada mostra, isso prova que Angola está em paz, que há no país tranquilidade para a classe artística, para os homens de negócios trabalharem. Quando se consegue mostrar crianças a representar, mostrar esta diversidade de culturas, esta tecnologia, isso é sinal de que a democracia começa a ser uma realidade em Angola.
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JA: Qual é a imagem que pretende reter no final da presença de Angola nesta Expo-2008?
AA: Que a comunidade internacional visse que Angola não é um país beligerante, que nunca foi. Teve a guerra para se defender, é um país que ama a cultura, ama a tecnologia, que pretende desenvolver-se. Enquanto durar a Expo-2008, vamos mostrar projecções da nova Angola, onde vai ser possível ver a Angola no desporto, na cultura, na economia, as cidades, o campo, o mar, a indústria. Queremos que a imagem de Angola seja aquilo que nós temos pretendido passar: a sua melhor imagem, de uma Angola que caminha a um ritmo acelerado para o desenvolvimento.
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JA: Em termos de expectativa, qual a média de pessoas que pode passar pelo pavilhão de Angola?
AA: Não posso dizer, mas na abertura do nosso pavilhão vi dois valores: numa contagem manual mostraram-me que haviam passado, durante duas horas, três mil pessoas. Mais tarde, o director do pavilhão disse-me que pela contagem automática o número foi de seis mil pessoas. Foi uma avalanche tão grande que as pessoas, na véspera da abertura, já passavam pelo pavilhão e fotografavam a fachada principal. Se progredirmos nessa direcção, teremos um número relativamente grande de visitantes.
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JA: Quanto custou a presença de Angola na Expo?
AA: Não posso detalhar, mas não são baixos. Só o artista que fez a fachada principal cobrou entre 40 a 50 mil dólares, mas em termos de trabalho está correcto. Temos também tecnologia de ponta no interior do pavilhão. Angola tem um pavilhão temático, não apenas de fotografia e de imagens. Por isso, tem os seus custos.
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JA: O objectivo que se busca com a participação neste evento justifica este investimento que disse ser alto?
AA: Penso que pela imagem do país que pretendemos mostrar e que estamos a mostrar, vale a pena o investimento. Disso não tenho dúvidas. |
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