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Preço do peixe cai 50% em Luanda O
preço do pescado baixou ontem em Luanda, comparado com o dos dias anteriores, fruto de acordo entre compradores e vendedores, da grande
captura observada nos três principais pontos de aquisição, nomeadamente Kapossoca, Kamuxiba e Ilha.
Em alguns casos a variação dos preços praticados até sexta-feira vai de 20 a 50 por cento. Na Ilha de Luanda, por exemplo, a caixa de carapau -com cerca de 150 peixes-, está a ser vendida a mil e 200 Kwanzas, contra os dois mil da véspera. Nas vendas a retalho o peixe baixou em 50 por cento. Seis carapaus, antes vendidos a Kz 100, podem agora ser adquiridos por metade do preço, em alguns casos o número sobe para oito, ainda assim o preço mantém-se.
Noutro ponto, no Kapossoca, onde a variedade de espécies é maior, comparativamente às restantes áreas, sete carapaus médios custam Kz 200, antes com o mesmo valor adquiria-se apenas cinco peixes. Quatro espadas grandes (mais uma que na véspera), estão em Kz 200; o choco subiu, de Kz 400, para Kz 500 dois chocos grandes ou três médios; aumento também verificado no peixe grosso e no cachucho (aqui, contrariamente aos outros recintos é utilizada a balança). Assim, o quilo de garoupa custa Kz 200, contra os 140 anteriores; a corvina também está em Kz 200 contra os Kz 150, tendo igual variação sofrido o cachucho.
Nas vendas a grosso registou-se, no dizer dos pescadores, um ligeiro abrandamento do preço do cachucho, com uma baixa de 2.600 Kwanzas para 2.200, a caixa. Entretanto, as vendedoras dizem que os preços avançados pelos pescadores estão certos, mas ao contrário, ou seja antes era mais barato e agora mais caro. Justificam, dizendo que nos últimos dias tem aparecido mais carapau (daí a baixa do preço) e menos cachucho.
Na Kamuxiba, que tal como o Kapossoca situa-se no município da Samba, cinco carapaus antes a Kz 100, custavam ontem metade; a espada manteve o preço e custa Kz 50, cada, ao passo que cinco chacharros (o carapau grande) custam agora Kz 200, antes o preço de três e o cachucho manteve o preço de Kz 200 por seis peixes.
Joaquim Domingos, um jovem que vende peixe pelas ruas da cidade também baixou o preço. Sexta-feira vendeu cinco carapaus médios a Kz 100, mas no sábado já comercializava três peixes a Kz 50, quase a metade.
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Tabela de Preços
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O peixe seco continua em alta e os preços não diferem nos três pontos. A corvina com pouco mais de meio quilo custa Kz 200, o mesmo que o bacalhau ou a garoupa.
De acordo com alguns homens ligados ao mar, a oferta de pescado poderá ser ainda maior, uma vez que a captura tende a aumentar nesta época do ano.
Entretanto, a baixa de preços nos principais pontos de venda (ainda assim caro para o consumidor comum), acontece numa altura em que, segundo a RNA, os armadores justificam os preços praticados com a existência de vários revendedores, em alguns casos chegam a cinco, que fazem a ponte entre o armador e o consumidor final. A falta de infraestruturas, como ponte cais para descarga do pescado (só existe uma na Boavista), bem como o insuficiente número de postos de abastecimento para as embarcações (até ao momento apenas um está disponível), são tidos como alguns dos constrangimentos à actividade dos homens do mar, de acordo com a reportagem que cita o armador Arménio Lopes, o director das Pescas Gaspar costa e o economista Alves da Rocha.
Cândido Bessa
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